Argumentos

julho 8, 2011

Ainda sobre os apartamentos “compactos” (aka minúsculos), cuidado com a argumentação:

- Mas aqui mal cabem duas pessoas, corretor!

- Depende do tamanho das pessoas, né?

(Ele deve ser especialista em imóveis para anões)

Dicionário III

julho 5, 2011

Compacto = minúsculo, em bom português

Ainda sobre isso, cuidado com a argumentação:

- Senhor Fulano, apartamentos compactos (nunca é pequeno, sempre é compacto) são moda em NY e Paris. Você não vai se arrepender. E São Paulo, sr Fulano, já está no primeiro mundo. Como pessoa inteligente, o senhor sabe disso… Você vai se antecipar à tendência! É um ex-ce-len-te negócio!

 

Sílabas

junho 27, 2011

Corretor que se preze não elogia diretamente. Mostra que sabe separar sílabas de todos adjetivos.

Logo, nenhum apartamento é simplesmente “bom”, sempre será “im-pe-cá-vel”. Nunca estará simplesmente legal, estará “to-do-re-for-ma-do”

E por aí vai…

Tática infalível

junho 17, 2011

No treinamento do corretor, ele aprende a falar contigo de qualquer maneira. Não importa que você esteja em uma reunião de trabalho, num almoço de família ou simplesmente dormindo. A partir do momento em que ele colocar na cabeça que você pode realmente comprar um apartamento com ele, dê adeus ao sossego.

O celular toca sem parar e a secretária eletrônica quase fica rouca de tanto reproduzir recados. A caixa de email será inundada por mensagens superlativas.

E ai de quem, supostamente malandro, gravar números do profissional para tentar driblar telefonemas ao simplesmente recusar chamadas. Eles darão um jeito de te encontrar.

Até mesmo ligando do telefone de um colega e fingindo não querer falar contigo. Eis a pérola:

‘Alô, queria falar com o fulano? Ih, não é o telefone do fulano? Sicrano, é você? Não pode ser coincidência, queria falar com o fulano e sem querer liguei pra você, sicrano. Está vendo como é para nos falarmos?”

E aí senta que lá vem história…

Dicionário – Aconchegante

junho 15, 2011

Em corretorês, aconchegante significa “pequeno”

Documentação líquida

junho 14, 2011

“A documentação está mais cristalina do que água de cachoeira. Cristalina-lina-lina”!

Dicionário II

junho 13, 2011

“Necessita alguma modernização” = o apartamento tem aqueles azulejos azuis, moda nos nos 50. Logo, os canos e a fiação elétrica estão prontas para aparelhos típicos daquela época. Ou seja, a instalação elétrica é uma bomba-relógio

Vistão

junho 12, 2011

Da série “corretores on fire”:

  – Luis claudio, já te disse, de silêncio não abro mão
- Seu Marcelo, te garanto, voluntário (sim, sem o S), primeiro andar, frentaço, seu Marcelo, não tem barulho.

- (…)

- E, ó, é frentão! Com vista livre! Na Voluntário, seu Marcelo!!!

(Eu fico aqui imaginando em que lugar da Voluntários da Pátria, em Botafogo, há vista livre)

 

Selva

junho 9, 2011

Rapidamente se descobre que o universo da corretagem é uma selva. E você é a caça. Quando você liga para uma imobiliária, é atendido de acordo com uma fila interna. E aí pode estar a sorte e o azar. Fato é que 90% dos corretores são profissionais despreparados para fazer o serviço. Logo, você tem 90% de chance de dar azar no sorteio.

Não adianta fornecer um perfil de imóvel adequado ao seu gosto e suas necessidades. Na maioria dos casos, o que interessa é o quanto você pode gastar. A partir daí, prepara-se para “vistaço”, “salão” e o onipresente “ma-ra-vi-lho-so”, que cabe tanto para o barraco na favela recém-pacificada quanto para a cobertura no Leblon.

Dicionário – Nostálgico

junho 8, 2011

Em corretorês,” nostálgico” significa um prédio velho, caindo aos pedaços, caquético, mas, vá lá, vc pode dar uma chance. É usado assim:

“Este prédio não é velho, é nostálgico. Tem um toque antigo, um charme”.

Dicionário I

junho 8, 2011

Como qualquer pessoa que busca apartamento sabe, corretores de imóveis falam uma língua à parte. Chamo de “corretorês”. Afinal, as palavras designam paisagens, metros quadrados e qualidades que só eles conseguem enxergar. Isso para não falar da matemática à parte

Voltei

junho 8, 2011

Quatro anos depois da saga do aluguel, me deparo com um novo desafio: comprar um apartamento. Acima virão curiosidades e dicas sobre essa busca, caracterizada por um novo vocabulário, o “corretorês”, uma nova abordagem do valor dinheiro (o que são mais cem mil?) e apartamentos para lá de bizarros…

Constatação

março 12, 2007

Mudar dá uma tristeza… quando você vê sua conta bancária se aproximar do negativo quando ainda faltam muitos dias para o próximo pagamento. Haja remendo. Na casa e no banco.

Ainda procurando

março 9, 2007

Dada a dificuldade de se encontrar apartamento para alugar no Rio de Janeiro, principalmente na Zona Sul, é possível até mesmo fazer amizade com outros futuros inquilinos.

Foi o que quase aconteceu comigo e com um italiano, recém-casado com uma brasileira. Um dia, de manhã, estávamos eu e minha namorada na portaria de um prédio no Jardim Botânico. Eis que chega o figura, perguntando num português claro, porém com um sotaque italiano-semi-paulistano. “E aí? Vieram ver o apartamento?”

- Sim, e pelo visto você também.

- Pois é, já estou há um mês procurando e nada.

Naquele momento, minha busca era menor. Estava há uma ou duas semanas, visitando quando possível. E o gringo começa a reclamar. “Em Milão é muito mais fácil. Tenho um apartamento lá, mas morava de aluguel. Foi piu fácil de encontrar e mais barato. O Rio é muito caro”. E olha que ele ganhava em euro…

Eco, por lá não deve haver a busca desenfreada pela Zona Sul, mais próxima da praia, da segurança, do centro e do conforto.

Vimos o apartamento -bom, mas colocado no viaduto do Rebouças, ou seja, uma barulheira enorme- e nos despedimos. “Até a próxima, boa sorte”. No sábado seguinte, no Humaitá, quem estava na fila para ver o apartamento da João Afonso?

Sim, o ítalo-brasiliano, novamente reclamando dos preços e da dificuldade. O que ele gostava, não consegui alugar. Se para mim foi difícil comprovar renda, encontrar fiador, chegar primeiro e aceitar todas as condições impostas, imagina para ele.

Mais conversa e outro apartamento descartado -preço alto para o oferecido. Ainda encontrei o italiano (não lembro seu nome de jeito nenhum) mais uma vez e os assuntos começavam a se expandir. Até que nunca mais nos encontramos. Espero que tenha conseguido achar um teto.

Cupim!

março 7, 2007

Uma dica dada pelo Jamil, descupinizador que visitou minha casa: sempre que se mudar, chute as portas da casa. Não é chute para quebrar, mas sim para saber se há cupim. Se depois do chute houver um pó marrom no chão, é cupim. Broca, na melhor das hipóteses.

Constatado o problema, não tem jeito, chame uma dedetizadora na hora. E bata também nos rodapés. Se o barulho for oco, os bichinhos também já passaram por ali.

É o tipo de problema cuja solução não pode ser adiada, principalmente no verão. É nesta época que os insetos ficam mais “famintos” e “agitados”. Quanto maior a demora para sanar, maior o risco de os móveis serem comidos, o taco do chão, aquela poltrona e por aí vai…

Mistério…

março 7, 2007

Percebi, depois de perguntar a várias pessoas, que alguns mistérios sempre rondam pessoas que se mudam. Entre elas:

- Por que por mais que você faça cálculos, adote margens de erro, coloque folga no orçamento, o dinheiro separado para a mudança nunca é suficiente?

- Por que a fiação nunca está em perfeito estado?

- Qual é o problema das tintas, que na loja têm um tom e na parede, outro?

E por aí vai…

A busca…

março 6, 2007

Além dos classificados no jornal impresso, também é possível procurar apartamentos na internet. Há uma infinidade de classificados online, como o Zap, do Globo e do Estadão. Uma boa dica é buscar nos sites das imobiliárias. Há proprietários que não querem um bando de gente entrando e saindo durante alguns dias da semana. Esses são os donos cuja pressa e ânsia pelo dinheiro do aluguel são pequenas. Preferem selecionar melhor o inquilino, esperando pacientemente por alguém que preencha todos os (infinitos) requisitos.

Ainda sobre os classificados na internet, dá para ver que realmente as pessoas e as empresas ainda não aproveitam as possibilidades desse meio. Poucos anúncios têm fotos. Vídeos, nem pensar. Um espaço para dúvidas em relação ao apartamento, como tamanho dos quartos (tem armário?), da sala, e até mesmo sobre a vizinhança (fator importante, afinal), poderia poupar bastante tempo para os dois lados -proprietários e inquilinos.

Sobre a procura

março 6, 2007

Abre-se o jornal. Classificados. Aluguel (ainda não dá para comprar, fazer o quê?). Bairros preferidos anotados. Começa a busca pelos tijolinhos. Nenhum pode ser pulado sob risco de se perder uma excelente oportunidade. Marca-se alguns, algumas ligações são feitas, visitas agendadas. Poucas no sábado ou no domingo.  As imobiliárias, ao invés de criarem plantões no fim de semana, preferem os dias de trabalho para que pessoas que trabalham visitem seus apartamentos. Complicado, não?

Tudo bem, a busca por moradia comove qualquer um, mas tudo tem seu limite.  Por que não mostram o apartamento em dias normais em horários variados? E no fim de semana? Acho que só conseguem alugar porque há muita gente procurando mesmo.

Moving…

março 6, 2007

Aqui registro os erros e acertos de uma mudança. Quem quiser compartilhar experiências é mais que bem-vindo.


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